Covas reafirma apoio do PSDB a FHC e critica aliados
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terça-feira, 11 de maio de 1999
Por Rita Tavares 
São Paulo, 12 (AE) - O governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB), rejeita a expectativa criada em torno de sua presença na convenção nacional do PSDB que acontecerá neste final de semana em Brasília. "Esse negócio de grande figura da convenção é muito chato. Seria muito desagradável para mim se o discurso for um fiasco", disse. Nesta semana, Covas criticou o lançamento de candidaturas à sucessão do presidente Fernando Henrique Cardoso, numa referência ao PFL, aliado do governo federal, que apontou o presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (BA), como primeiro candidato do partido. "Não vejo lógica em adiantar o processo eleitoral agora", disse hoje o governador.
Diante da manifestação do PFL de não manter a aliança atual com o PSDB na próxima eleição presidencial, Mário Covas admitiu que "cada um", numa aliança, "escolhe seu caminho". De imediato, segundo ele, a aliança entre o PSDB e o PFL não está em discussão. "Ninguém acha que a aliança deve ser desfeita", ponderou o governador.
Segundo ele, neste momento os partidos que integram a base de sustentação do governo deveriam se preocupar em trabalhar no Congresso e, não em "transferir os problemas atuais em uma discussão eleitoral". "Isso vale para todos, não só para o PSDB", emendou Covas. Mais uma vez, manifestou seu apoio incondicional ao presidente Fernando Henrique Cardoso. Para responder a críticas de que ele estaria sozinho, o governador disse: "Não está. E, se amanhã não estiver ninguém com ele, eu estarei". E, reforçando essa disposição de apoio, o governador paulista afirmou que "qualquer atitude contra o presidente da República, vai encontrar resposta no PSDB".
"O PSDB nunca negou apoio ao presidente", disse Covas, explicando que o partido tem se contido para não ferir suscetibilidades decorrentes das alianças políticas, o que, na maioria das vezes, contrariou sua disposição própria.


