Covas quer solução rápida para sem-terra em Anhembi)
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domingo, 25 de julho de 1999
Por José Maria Tomazela 
Anhembi, SP, 26 (AE) - O governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB), quer uma solução rápida para o problema criado pela decisão do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) de transferir para a área urbana de Anhembi, as 1.200 famílias que estavam acampadas no município. Segundo sua assessoria, o governador acompanha a situação e teme conflitos. O acampamento foi montado sábado e a chegada dos sem-terra, a maior parte arregimentada na periferia de São Paulo e em cidades da região metropolitana, está assustando os 3.500 moradores da área urbana. O comércio tem receio de saques.
De acordo com a assessoria do Palácio dos Bandeirantes, Covas tratou do assunto com o ministro da Justiça, José Carlos Dias, em audiência hoje à tarde. No fim da tarde, o governador receberia o prefeito de Anhembi, Geraldo Conceição Cunha (PSDB). Está prevista a ida do governador, de helicóptero, para a cidade.
O dia foi calmo em Anhembi. Nem a Polícia Militar nem a Civil registraram qualquer ocorrência. Segundo o vereador Mauro Cunha (PSDB), os sem-terra foram orientados a permanecer no acampamento, só indo para a cidade em casos extremos. "As crianças passaram o dia brincando nas ruas onde estão montados os barracos." O coordenador do acampamento, João Paulo Rodrigues, havia viajado para o Rio de Janeiro.
Itesp - A assessoria do Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp) informou que a localização de terras devolutas na região é um processo demorado. Como o mapa cadastral mais recente é de 1939, será necessário um longo trabalho de pesquisa em cartório para localizar as áreas que pertenceriam ao Estado. De acordo com registros na Fazenda do Estado, cerca de 3,5 mil hectares seriam áreas devolutas, mas existe a possibilidade dessas terras terem sido regularizadas posteriormente. O Itesp calcula que a discriminação dessas terras pode demorar de 90 a 120 dias.


