Covas quer normas para impedir transferência de rebelados
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quinta-feira, 17 de junho de 1999
Por Luiz Carlos Lopes 
Marília, SP, 18 (AE) - O governo do Estado pretende coibir as rebeliões em São Paulo com a adoção de normas que impeçam a obtenção, pelos detentos, do direito de transferência para outras unidades, antecipou, hoje, em Marília, o governador Mário Covas. Segundo o governador, a maioria dos motins têm como motivo principal o interesse dos presos em serem transferidos. Para ele, o atendimento da reivindicação estimula movimentos semelhantes em outros presídios.
"Nestas ocasiões sempre ocorrem negociações que terminam com a transferência de 20 ou 30 presos. Precisamos acabar com este método", disse, lembrando das últimas rebeliões que acabaram em depredações de duas penitenciárias inauguradas recentemente. Covas não esclareceu como pretende fazer isso, mas anunciou já ter determinado estudos a respeito. Disse considerar importante as negociações com os presos, mas destacou que o resultado dos entendimentos não pode resultar sempre na transferência dos rebelados. Prisões - Covas disse ter recebido relatório da Secretaria da Segurança Pública mostrando que desde 1994, quando assumiu pela primeira vez o governo do Estado, houve um aumento, até agora, de 36% da população carcerária. "Hoje se prende mais, embora a violência tenha aumentado". Lembrou que o Estado inaugurou recentemente 17 penitenciárias e deverá entregar outras quatro. Apesar disso, admite, o problema carcerário continua. "As novas penitenciárias já estão cheias e ainda temos mais gente nas cadeias públicas e nos distritos policiais".


