São Paulo, 25 (AE) - O governador Mário Covas (PSDB) anunciou hoje que vai pedir à Ecovias que antecipe em um ano a entrega das obras de duplicação da Rodovia dos Imigrantes. Com isso, os veículos passariam a usar a nova pista em maio de 2002. Atualmente, o projeto da Ecovias, que gerencia o Sistema Anchieta-Imigrantes, prevê a conclusão das obras em maio de 2003. "Podemos ver se adiantam em pelo menos seis meses", ponderou depois Covas. Hoje pela manhã, o governador inaugurou a terceira faixa da interligação das Rodovias dos Imigrantes e Anchieta, a balança dinâmica - que pesa caminhões em movimento - e um pátio para veículos de carga. Depois, vistoriou as obras de duplicação da Imigrantes no trecho de planalto. Essa parte, que terá 5 quilômetros de extensão, deve estar concluída até o fim do ano. Covas disse aos empresários que achava que as obras estavam um "pouquinho" atrasadas. "Não vou dizer propriamente que está atrasado, mas como estamos falando com eles é melhor dizer que está atrasado que adiantado".
A duplicação total da Imigrantes deve consumir, em cinco anos, R$ 540 milhões. Serão contruídos nove viadutos, dois pontilhões e quatro túneis nos 177 quilômetros previstos para a nova pista. Covas disse que pretende visitar todas as estradas que estão sob concessão, uma a cada 15 dias. De acordo com ele, o parcelamento no aumento dos preços cobrados pelos pedágios ainda não está definido. O reajuste seria em torno de 8,9% e a Secretaria dos Transportes estuda a possibilidade de dividi-lo três vezes.
O governador avaliou que a vistoria da obra, uma reivindicação de mais de duas décadas da população, é o momento ideal para discutir o conceito de privatizações. Ele salientou a justiça social que julga implícita nos projetos pagos não por todos os cidadãos, mas por aqueles que se utilizam das estradas e pagam pedágio. Situação que, de acordo com ele, confere às empresas uma responsabilidade maior. "Hoje quem está pagando essas obras não é o governo, mas o povo, diretamente". Investimento - De acordo com o secretário dos Transportes, Michael Zeitlin, dificilmente as obras de duplicação da Imigrantes estariam em andamento se os investimentos tivessem de ser feitos pelo Estado. Para Covas, caso o projeto não fosse executado pela iniciativa privada, o cuidado com o meio ambiente poderia não ter tido a mesma atenção que o observado por ele no projeto da Ecovias. A empresa investiu R$ 3,25 milhões na construção dos 6,7 quilômetros da terceira faixa da interligação entre as estradas.

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