São Paulo, 24 (AE) - O governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB), protocolou hoje à tarde, no Supremo Tribunal Federal (STF), três ações direitas de inconstitucionalidade (Adins): duas contra a Bahia - referentes a incentivos fiscais concedidos na área de cobre e isenção de impostos no setor de informática - e uma contra o Paraná, por benefícios fiscais para cerca de 15 produtos. Covas explicou que tomou esta iniciativa porque considera que foram feitas coisas "rigorosamente proibidas por lei".
A decisão de Covas, que havia sido anunciada há uma semana, irritou os governadores dos dois Estados, César Borges (PFL), da Bahia, e Jaime Lerner (PFL), do Paraná. O partido entrou em crise com o PSDB, que lhe tirou o título de maior bancada da Câmara. Agora, tucanos e pefelistas disputam quem assumirá a bandeira em defesa do aumento do salário mínimo. A guerra fiscal, travada entre governadores das duas legendas, pode provocar novos abalos nos partidos da base aliada do governo federal.
Borges anunciou, por meio da Assessoria de Imprensa, que vai usar todos os recursos legais para se defender das ações. Lerner disse que o Paraná "saberá defender os seus interesses". O governador paranaense alegou que, primeiro, vai tomar conhecimento do teor do documento para, depois, fazer uma análise sobre o assunto. Mesmo sem comentar a ação que contesta aspectos da política de atração de investimentos para o Paraná, Lerner defendeu o programa adotado no Estado. "A descentralização dos investimentos é importante para o País", disse.

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