Covas não esclarece se intervirá em municípios
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domingo, 18 de julho de 1999
Por Renata Rondino 
São Paulo, 19 (AE)- O governador Mário Covas disse agora há pouco que se sentirá "constrangido" se tiver que promover intervenções em municípios que não pagaram suas dívidas em precatórios. "Me custa muito intervir quando o Estado está na mesma situação", afirmou Covas. Ele não respondeu se irá ou não obedecer a decisão judicial que determina essas intervenções. "Eles não pagam porque não há dinheiro para pagar, e não porque não querem", explicou o governador. "Eu paguei mais do que o dobro em dívidas desta natureza do que os oito anos de governo que me antecederam, e ainda por cima a um valor muito superior, pois com a estabilização da moeda os precatórios passaram a ser pagos pelo valor real. E isso pesa muito no Orçamento", afirmou.
Covas destacou também que os municípios atualmente estão tendo outras responsabilidades como a Lei Camata e Lei Kandir, que estão dificultando a arrecadaçã o de recursos e, consequentemente, pagamento de contas. O governador deixou há pouco o Anhembi, em São Paulo, onde participou da cerimônia de abertura da Fenasoft 99, que começa hoje e vai até Sábado.
Ministros - Covas evitou há pouco fazer comentários a respeito da reforma ministerial anunciada na última sexta-feira pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. "Isso é problema do presidente, não cabe a ninguém dar palpite", disse Covas, no encerramento de sua visita à Fenasoft 99, evento em que participou da cerimônia de abertura juntamente com o governador de Santa Catarina, Esperidião Amin. Perguntado se teria gostado dos nomes anunciados por FHC para seu novo ministério, Covas esquivou-se da resposta: "Eu sei dos meus limites, e cabe a mim apenas cuidar dos meus secretários. Se os nomes indicados forem maus, certamente o presidente fará outra troca. Se forem bons, ótimo".


