Covas: "Não deixo o PSDB e nunca vou deixar"
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sábado, 11 de setembro de 1999
Por Denise Ramiro 
São Paulo, 12 (AE) - O governador Mário Covas (PSDB-SP) negou hoje (12) ter dito ao prefeito de São Bernardo do Campo , Maurício Soares - se desligando do PSDB-, que se tivesse a mesma liberdade também sairia do partido, segundo informação publicada hoje em um jornal paulista. "Tenho toda liberdade, não deixo o partido e nunca vou deixar", afirmou Covas, que participou à tarde da 31ª Feira da Vovó, na Cidade dos Velhinhos, em Itaquera
na zona leste de São Paulo.
O governador afirmou ter mudado de legenda apenas três vezes. A primeira, quando criaram o MDB, depois, quando surgiu o PMDB e, mais recentemente, quando se tornou "insustentável viver" no PMDB e ele participou da criação do PSDB. "Não é o meu estilo mudar de legenda. Seguro a barra, mas não perco a minha vinculação", garantiu.
Mas isso não significa deixar de criticar o governo ou o partido. "As coisas que eu discordo, digo diretamente. Quando eu ficar calado, pode ser que esteja pensando em outras coisas"
comentou o governador. Covas disse que foi procurado pelo prefeito de SBC para opiniar sobre a sua saída ou não do partido. Segundo Covas, Soares chegou a dizer que se ele (governador) pedisse para o prefeito ficar no PSDB, ele ficaria. Covas respondeu ao prefeito que essa dúvida não era dele. "Gostaria que Soares ficasse no partido, mas disse a ele que essa dúvida não poderia ser transferida para mim", declarou.
Soares teria dito a Covas que a sua situação estava difícil, já que administra um município onde a maioria da população rejeita o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso. "Não acho a situação dele difícil. Mudar de partido agora não é bom para ninguém, mas isso é uma decisão individual", avaliou Covas.
O governador paulista voltou a negar que seja candidato à sucessão de Fernando Henrique. "Estou muito velho, vou terminar o meu governo com 72 anos", brincou. Ele disse, porém, que não vai abandonar a vida pública. Segundo Covas, a vida pública pode ser feita de várias formas, tanto em cargos de representação quanto no partido. Ele também fez comentários sobre a atuação do governo federal. "O governo federal até que vai bem e deve recuperar seu prestígio muito mais rápido do que se pensa", previu.


