Covas manterá atuação agressiva sem estimular candidatura
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domingo, 16 de maio de 1999
Por Jô Pasquatto 
São Paulo, 17 (AE) - Passada a Convenção Nacional do PSDB, no fim de semana, o governador de São Paulo, Mário Covas, deve manter uma atuação política mais agressiva sem, no entanto, estimular os movimentos a favor da candidatura dele para a sucessão presidencial em 2002. Manifestação nesse sentido, julgam líderes do PSDB, não seriam oportunas. "Até por orientação de Covas foi reafirmada a importância do apoio ao presidente Fernando Henrique", disse o deputado federal Arnaldo Madeira (SP).
Na avaliação de Madeira, líder do governo na Câmara, o encontro tucano serviu para definir uma linha clara de de identificação entre o governo federal e as várias tendências do partido. As manifestações ocorridas na convenção também destacaram a importância da discussão de uma agenda positiva, com a retomada do crescimento econômico. Na análise de lideranças tucanas, nesse cenário, Covas teria papel fundamental.
No primeiro mandato, a preocupação de Covas foi o zerar o déficit público e recuperar a capacidade de investimentos. Com a casa em ordem, ele estaria apto a cuidar do cenário nacional. "Ele fez uma gestão modelo no Estado, equilibrou as contas públicas e hoje é referência no partido e na sociedade", disse Madeira.
"Covas disse com muita clareza, na convenção, que sua atuação não será discreta, ele atuará de forma incisiva para colaborar com o presidente Fernando Henrique nas reformas", disse o secretário de Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo, José Anibal. "Vamos agir com mais desenvoltura que nossos aliados; não queremos briga, mas seremos mais desenvoltos", completou.


