São Paulo, 24 (AE) - O governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB), recusou-se a opinar sobre o afastamento do prefeito Celso Pitta. "Decisão judicial não se comenta", disse. No entanto, pouco antes de a 13ª Vara da Fazenda Pública conceder liminar que afastou Pitta, Covas declarou que o volume de denúncias sobre a gestão Pitta tornava o desfecho do caso desfavorável ao prefeito. "Esse processo não tem retorno, vai terminar em renúncia, impeachment ou alguma coisa desse tipo", afirmou.
A notícia de suposto envolvimento da ex-ministra da Fazenda Zélia Cardoso de Mello nas irregularidades da gestão Pitta e de seu antecessor Paulo Maluf também não surpreendeu o governador. Mas Covas duvida que esses fatos afetem a carreira política de Maluf. "Espero que ele não dispute mais nenhuma eleição porque, não que o Pitta seja anjo, mas no fundo por trás de tudo o que aconteceu está o Maluf", disse Covas. "E ele consegue, como sempre, empurrar (as irregularidades) para os outros", completou.
Covas participou hoje da inauguração do Hospital Geral de Itaquaquecetuba, região leste da Grande São Paulo. O hospital tem 278 leitos e capacidade de atendimento de 25 mil pacientes por mês nas várias especialidades ambulatoriais e emergenciais. A região de abrangência do HGI engloba uma população de cerca de 2,2 milhões de pessoas, inclusive de Guarulhos, segundo seu administrador, José Antonio Passos. O HGI atuará como centro de referência para o atendimento de maternidades de alto risco, politraumatismos e neurocirurgias. O HGI é um dos 14 hospitais cuja construção foi retomada pelo governo Covas em 95.

mockup