São Paulo, 12 (AE) - O governador Mário Covas pouco comentou hoje a respeito da inclusão da Fundação para o Bem-Estar do Menor (Febem) no relatório sobre violação de direitos humanos do Brasil da Anistia Internacional. Mas ele reconheceu que o órgão trabalha seguindo os próprios princípios.
Em relação ao Presídio de Parelheiros, na zona sul da capital, para onde alguns infratores que hoje estão em unidades provisórias seriam transferidos, Covas afirmou que o prédio passará por reformas antes de receber menores da Febem.
"Já anunciei várias vezes as providências que estão sendo tomadas", disse o governador, depois de cerimônia em que fechou convênios com prefeituras do Estado. Ainda vai levar um certo tempo, segundo Covas, para a situação dos menores infratores normalizar-se.
Exigências - A penitenciária de Parelheiros será preparada para funcionar como uma unidade da Febem, segundo o governador. "Lá haverá escola, esporte." Porém, ele admitiu que as instalações não estão prontas.
Membros de associações de defesa dos direitos humanos, que vistoriaram a prisão, já tinham dito ao Estado que o prédio não tem condições de abrigar programas educativos, como cursos profissionalizantes, e de reintegração social para os adolescentes.
O presídio deve abrigar menores que atualmente estão na Unidade Prisional 7 de Santo André e no Centro de Observação Criminológica (COC). A remoção dos internos estaria marcada para maio.
Relatório - A informação de que a Febem estará incluída no relatório da Anistia Internacional e que será mencionada na campanha mundial contra a tortura foi divulgada anteontem pelo Estado.
A Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social recusou-se novamente a falar sobre o assunto e sobre a transferência de adolescentes para a penitenciária de Parelheiros.

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