Covas espera que "mãos limpas" traga mais segurança para SP
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 05 de novembro de 1999
Por Inês Migliaccio 
São Paulo, 06 (AE) - O governador Mário Covas disse hoje que tem mantido conversas frequentes com o secretário nacional de Direitos Humanos, José Gregori, sobre o combate ao tráfico de drogas e a venda ilegal de armas, mas ainda não sabe qual será o papel que o Estado de São Paulo vai desempenhar na operação "mãos limpas" que está sendo preparada pelo governo federal para enfrentar o problema. Covas manifestou a esperança de que a ação resulte em maior segurança no Estado.
Quanto à Febem, Mário Covas admitiu que não pretende realizar uma demissão em massa dos funcionários da instituição e ressaltou os resultados das últimas medidas que tomou, como a reforma das unidades de Campinas e Rio Preto e a informatização de outras. As declarações do governador foram feitas no final da manhã, após a inauguração de um viaduto sobre a via férrea, em Suzano, que fará a ligação entre a rodovia Henrique Eroles (SP-66) e as avenidas do Rio Una e João Batista Fittipaldi.
O governo investiu 11,2 milhões nesta obra que, segundo a Secretaria de Transportes, facilitará a passagem de 10 mil veículos por dia, beneficiando uma região com mais de 500 mil habitantes. Segurança - A questão da segurança prevaleceu durante a solenidade. Em seu discurso, Covas insistiu que "o lugar da polícia é a rua e não a escola", referindo-se à necessidade de um policiamento preventivo na cidade. O ministro da Educação, Paulo Renato Souza, também presente à cerimônia, destacou que seu ministério objetiva fazer da escola um lugar de formação e não só de transmissão de informações.
Ao ser indagado sobre dois casos recentes envolvendo alunos de medicina - o trote da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) Pinheiros que terminou com a morte de um aluno e o crime no MorumbiShopping -, o ministro disse estar trabalhando intensamente em projetos de educação ambiental, comportamental e sexual nas escolas, mas destacou: "É muito difícil controlar o currículo de cada universidade e praticamente impossível estabelecer um acompanhamento psicológico rigoroso do desempenho dos alunos das faculdades de medicina, apesar de ser importantíssimo para a sociedade".


