São Paulo, 21 (AE) - O governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB), encerra amanhã (22), no Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas (HC) da capital uma série de três aplicações de quimioterapia para evitar o reaparecimento do câncer no organismo dele- no fim de dezembro, Covas extraiu a bexiga comprometida por um tumor maligno.
Covas internou-se no Incor na noite de sexta-feira (19) e passou a receber por via venosa um coquetel de drogas capaz de prevenir o surgimento de novos focos da doença. Hoje à tarde, após ser submetido à segunda aplicação, o governador demonstrou estar reagindo "muito bem" ao tratamento, segundo a direção do hospital.
O governador poderá permanecer internado até tarça-feira (23). Não está descartada a possibilidade de ele receber alta ainda amanhã, depois de passar pela terceira aplicação, concluindo o segundo ciclo do tratamento - de um total de quatro
separados por um intervalo de três a quatro semanas.
Segundo a Assessoria de Imprensa do Palácio dos Bandeirantes, as condições de saúde do governador são boas. Caso contrário, a nova sessão de quimioterapia teria de ser adiada. Covas reclamou dos efeitos colaterais da primeira etapa de tratamento. Disse ter ficado "baqueado". Sentiu-se cansado. "Seria melhor comer uma pizza (do que fazer o tratamento), mas dá para aguentar", brincou o governador.
A equipe médica responsável pela quimioterapia é coordenada pelo diretor do Instituto de Radiologia do HC, Ricardo Bentrani. Participam da equipe que assiste a Covas os médicos particulares dele e os cardiologistas Giovanni Bellotti e Whady Huebe.
Apenas parentes do governador permanecem ao lado dele no Incor. Quando retornar ao palácio, Covas deverá retomar os trabalhos aos poucos. Na sexta-feira, horas antes de se preparar para a internação, o governador e a secretária de Assistência e Desenvolvimento Social, Marta Godinho, assinaram 418 convênios sociais com 62 municípios da Grande São Paulo, Baixada Santista e Vale do Ribeira.
A medida deverá beneficiar 172 mil pessoas, com repasse de R$ 41 milhões. "Essa será a única área que não sofrerá qualquer corte de recursos este ano", disse Covas. A primeira versão do orçamento da secretaria previa o corte de 30% da verba dos convênios. O governador disse que tentará garantir os R$ 94 milhões destinados à assistência social em 1998.

mockup