São Paulo, 23 (AE) - O governador Mário Covas encaminha, no próximo dia 28, o projeto de reforma da previdência do funcionalismo público para a Assembléia Legislativa. Segundo ele
a partir de uma negociação política, o projeto terá um prazo de 120 dias para análise, além dos 30 dias do recesso parlamentar do mês de julho. "Não acho que esta proposta seja pacífica. Ninguém gosta de mudanças. Não será fácil aprová-lo" afirmou Covas durante encontro com empresários da Associação Brasileira de Infra-Estrutura e Indústrias de Base (ABDIB).
O projeto traz a proposta de contribuições proporcionais aos salários recebidos pelos funcionários públicos. Até R$ 600 00, a contribuição seria limitada ao patamar atual, que é de 6%. Para salários mais altos a contribuição seria escalonada. "Do ponto de vista de justiça social, não tem lógica cobrar a mesma contribuição de todos" disse.
Hoje, 31% da folha do Estado são destinados para o pagamento de contribuições e pensões, num gasto total de R$ 6 bilhões, contra uma arrecadação de apenas R$ 600 milhões. Ou seja a uma relação de 1 para 9 entre a parcela do contribuínte e do Estado. A proposta da reforma estabelece uma relação de 1 para 2,14. De acordo com o governador paulista se uma reforma não for feita
50% da folha do Estado, estará comprometida com o pagamento de pensões e aposentadorias em 2005, chegando a 66% em 2016. "É óbvio que isso não pode continuar dessa forma" ponderou Mário Covas.

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