Covas é recebido como candidato à presidência por integrantes de mutirão
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sábado, 14 de agosto de 1999
Por Denise Carvalho 
São Paulo, 15 (AE) - Cerca de 1.500 integrantes do mutirão da Companhia de Desenvolvimento Habitacional Urbano (CDHU) da região da Fazenda do Carmo, zona leste de São Paulo, receberam hoje o governador Mário Covas como candidato à presidência da República. Com faixas, bonés e bandeiras do Movimento dos Sem-terra Urbano (MSTU), a população gritava "Covas presidente e Alckmin para a Prefeitura".
Geraldo Alckmin, o vice-governador do Estado, não comentou a possibilidade de lançamento de sua candidatura para a cadeira hoje ocupada por Celso Pitta. O governador Mário Covas, por sua vez, disse que respeita a base partidária, por isso, aceitará a escolha do candidato do PSDB para as eleições municipais em 2000. Alckmin é um bom nome, uma excelente candidatura. Ele é extremamante leal e trabalhador", elogiou.
Quanto à sua candidatura à presidência da República, no entanto, Mário Covas apenas afirmou que "é uma barbaridade lançar a candidatura agora". "Qualquer coisa que se diga é andar para trás e trabalhar contra o País", afirmou Covas.
Até mesmo a volta de Fernando Collor, que considerou lançar sua candidatura à prefeitura de São Paulo, foi alvo de ironia do governador paulista. "Acho Fernando Collor muito bom, um excelente candidato", ironizou Covas. "Collor só está falando de candidatura para medir qual será a receptividade da imprensa e da população. Talvez ele imagine que ganhe a prefeitura, assim como surpreendeu quando levou a presidência", avaliou. Ele disse que Fernando Collor estaria se aproveitando do período negativo e desfavorável do governo federal frente à opinião pública.
"Todos os governos passam por momentos difíceis. É normal que haja oscilações e descontentamentos da população", disse Covas. O governador paulista acredita que o governo de Fernando Henrique passará bem pelas dificuldades e voltará a ter bons momentos.


