Covas diz que reunião produziu resultados positivos
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quinta-feira, 25 de fevereiro de 1999
Por Mariana Caetano 
Brasília, 26 (AE) - O governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB), considerou positivo o resultado da reunião realizada hoje, na Granja do Torto, em Brasília, entre 26 governadores e o presidente Fernando Henrique Cardoso. Tanto do ponto de vista prático, como político. "O presidente abriu margem de discussão para uma série de pontos, a não ser a renegociação das dívidas, o que me parece razoável", afirmou Covas, pouco antes de embarcar para São Paulo.
"A reunião também colocou a relação entre o presidente e os governadores num bom nível de relação institucional, como deve ser." Elecompletou: "Mais do que abrir o diálogo, o encontro superou mal- entendidos e obstáculos." "Ainda não cumprimos todo o caminho, mas a reunião foi o primeiro de uma sucessão de passos que devem ocorrer daqui em diante", ressaltou Covas. Sem se referir ao fato de ter sido indicado para coordenar os grupos de trabalho sobre os itens discutidos na reunião, o governador declarou que não pretendia indicar um representante do Estado para integrar esses grupos. Nem mesmo ele. Covas disse temer que a dimensão e importância econômica e política de São Paulo possam se sobrepôr aos interesses dos demais Estados. "Não é bom São Paulo participar, mas vamos colaborar dentro do que for pedido." Ele evitou comentar a ausência do governador de Minas Gerais, Itamar Franco (PMDB), entretanto, deu um recado claro: "Itamar tem um compromisso com Minas, mas também com o Brasil." Covas foi designado porta-voz das reivindicações do PSDB e voltou a defender a redução dos juros. A maioria das propostas dele, segundo o governador, coincidia com a lista elaborada pelo partido. O governador pediu a revisão dos critérios de definição da receita líquida dos Estados a partir da Resolução número 78 do Senado, entre outros itens. A resolução determina que os recursos originários de convênios com a União (transferências), além de verbas empenhadas no Orçamento - mas não executadas - tem de ser descontados do cálculo da receita líquida. O acordo acertado entre Estados e União para a renegociação das dívidas não prevê esses critérios, mas os determinados pela Resolução número 69.
É também do governador a idéia de permitir o pagamento parcelado dos precatórios (dívidas resultantes de decisões judiciais), sem que isso implique, porém, na emissão de títulos públicos.


