Covas diz que reforma não será usada como moeda de troca no caso Ford
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quarta-feira, 14 de julho de 1999
Por Jô Pasquatto 
São Paulo, 15 (AE) - O governador Mário Covas (PSDB/SP) disse hoje que não acredita que a reforma ministerial será usada como moeda de troca na concessão de benefícios fiscais federais para a instalação da Ford na Bahia. Segundo Covas, a tese de que o PFL poderá perder ministérios para garantir a instalação da montadora não é válida. "Não acredito que o presidente da República fizesse uma coisa desse tipo nem acho que o PFL precisa disso para sustentar outras teses" disse Covas referindo-se à defesa dos parlamentares do PFL baiano à instalação da montadora na Bahia.
Na opinião do governador Covas, desde que a tese seja boa, e se tiver a concordância do presidente da República, ela será aprovada sem nada em troca. "Senão cada coisa nesse País seria um toma lá da cá, isso não é política, não acredito que isso esteja acontecendo" disse Covas.
Sobre uma provável quantia de ministros que seriam indicados pelo senador Antônio Carlos Magalhães (PFL/BA), Covas disse não ter conhecimento dessas nomeações. Ele elogiou a atuação do ministro das Minas e Energia Rodolpho Tourinho. "Esse ministro é baiano e é um excelente ministro, não há porque não reconhecer isso. Para São Paulo ele tem sido um excelente ministro" disse Covas. Tourinho participou hoje da solenidade de assinatura dos termos de compromisso para a construção de 3 usinas termoelétricas no estado, realizada pela manhã no Palácio dos Bandeirantes.
O governador Covas disse ainda que não pretende se manifestar sobre a reforma ministerial antes do seu anúncio. "Senão fica parecendo que a gente está dando palpite" disse. Em relação às criticas feitas ao ministro da Justiça, Renan Calheiros (PMDB/AL), Covas afirmou que elas não foram de cunho pessoal nem partidário. "Não tenho nada contra ele, o que eu defendo e defendi desde o primeiro dia é a prerrogativa do presidente da República de nomear seus auxiliares" disse Covas.


