São Paulo, 25 (AE) - O governador Mário Covas disse que não pretende reforçar o policiamento na unidade Imigrantes da Febem em razão da rebelião iniciada ontem à noite. "A polícia tem mais coisas a fazer que a Febem, que tem quase 5 mil funcionários", afirmou. "Se eu coloco a polícia lá dentro, vai acontecer uma das duas coisas: ou a polícia entra em choque com as crianças e aí decorre o pior, ou a polícia fica desmoralizada e daí para frente, não segura nada", justificou.
Ele admitiu, entretanto, a interferência do Batalhão de Choque da Polícia Militar, em circunstâncias extremas. "Dependendo das circunstâncias, entra mesmo", afirmou. "Você não pode ver matar, matar, matar, e não tomar uma posição".

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