Lorena, 14 (AE) - O governador Mário Covas (PSDB) disse hoje em Lorena (SP) que não perderá tempo com as insinuações do ex-prefeito Paulo Maluf (PPB) de que estaria por trás da divulgação de notícia de que o pepbista seria o pai da filha de Silvana de Oliveira. Um laudo apresentado ontem (13) por Maluf nega que ele seja o pai da criança. Covas disse que em seu governo só quem fala de Maluf é o secretário da Segurança Pública e os chefes das polícias Civil e Militar ou quem está interessado em "ovos ou frangos". "Não sou testemunha de nascimento de ninguém e só falo do que conheço, vejo e tenho certeza", ressaltou. O governador afirmou ainda que o ex-prefeito pode processá-lo, pois esta é uma prerrogativa que a Constituição lhe dá. "Mas Maluf não faz nada, só faz onda", declarou.
Covas e o vice, Geraldo Alckmin Filho, estiveram hoje nas regiões do Vale do Paraíba e Litoral Norte para entregar obras de saneamento básico. As inaugurações começaram na cidade de Lorena, localizada a 192 quilômetros da Capital paulista, com a entrega de um reservatório, sub-adutora e booster implantados nos bairros Novo Horizonte e Terra Nova. Depois, o governador seguiu para Ubatuba.
Segundo Covas, o governo de São Paulo pretende recorrer à Justiça caso o prefeito Celso Pitta (PTN) leve adiante a intenção de privatizar o direito de exploração do serviços de água e esgotos no município, atualmente operados pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (SABESP). Covas defendeu a estatal afirmando que só nestes últimos quatro anos a empresa passou a abastecer com água cinco milhões de pessoas na capital, que até então dependiam de rodízios de abastecimentos. "Mas o que vai se fazer agora, pegar este patrimônio da Sabesp e entregar para alguém?" questionou. "O que eu faço com os funcionários da empresa, mando para a rua?"
Mário Covas lembrou que a estatal também presta serviços a outros municípios metropolitanos que podem ter em sua área reservatórios de água para abastecer a capital. "Como vamos fazer se um dia alguém quiser explorar essa concessão e o reservatório estiver, por exemplo, em Mairiporã?", indagou.
CIRURGIA - Na próxima segunda-feira, o governador de São Paulo retorna ao Instituto do Coração (Incor), para se submeter a uma nova cirurgia. Há um ano Mário Covas foi operado para a retirada de um tumor na bexiga e desde de outubro os exames médicos apontaram a existência de uma hérnia no local da incisão. Bem-humorado, o governador abriu a camisa e mostrou aos jornalistas a cicatriz saliente no abdome. "Isso aqui chama-se hérnia e comprime o estômago causando-me dores. "Os médicos vão abrir a região superficialmente para a colocação de uma telinha" complementou.

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