Covas diz que internos serão retirados da Febem
Agência Estado
De São Paulo
O governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB), anunciou ontem a transferência de 80 internos, com idades entre 18 e 20 anos, do complexo do Tatuapé da Fundação Estadual para o Bem-Estar do Menor (Febem) para o Centro de Observação Criminológica (COC), no Carandiru. Os transferidos são acusados de serem de alta periculosidade e de comandar as mais recentes rebeliões de menores.
A medida foi anunciada pelo governador no começo da tarde, depois de ele ter visitado o complexo e de se reunir com a direção da Febem e os secretários da Segurança Pública, Marco Vinício Petrelluzzi, e da Assistência e Desenvolvimento Social, Marta Teresinha Godinho.
Os internos voltaram a rebelar-se por volta das 21 horas de anteontem, no terceiro dia de tumultos no local. Foi um dia tenso, com presença da Tropa de Choque da Polícia Militar, que, à noite, já havia deixado o complexo, mas voltou e cerca de 300 policiais invadiram o local às 22h30, após a fuga de 100 menores, que destruíram a guarita da portaria central.
Covas, no entanto, não quis garantir que a situação estivesse sob controle. Não posso garantir que não vá ocorrer outra rebelião aqui, disse.
Covas mais uma vez se responsabilizou pela situação na Febem. Assumo que nós temos falhado e que fizemos menos do que deveríamos, afirmou. Mas a Febem tem sido de uma dificuldade extraordinária.
O secretário Petrelluzzi afirmou que ainda não há prazo estipulado para a permanência no Carandiru dos internos transferidos.
Durante a manhã, cerca de 180 soldados do Batalhão de Choque da Polícia Militar mais uma vez entraram no complexo para fazer uma revista. A intenção era acalmar os menores e encontrar armas que poderiam estar escondidas.
Segundo o governo do Estado, 10 novos centros educacionais para abrigar menores infratores deverão ficar prontos dentro de um ano.





