Covas diz que há empenho no combate ao crime e que não apóia Exército nas operações
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 03 de dezembro de 1999
por Márcia Furlan 
São Paulo, 3 (AE)- O governador Mário Covas disse, hoje, à CPI do Narcotráfico, que o Estado está à disposição para colaborar nas investigações e empenhado no combate ao crime organizado, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, mas ressaltou que diversas tarefas são responsabilidade da Polícia Federal. Ele considera, entretanto, que o efetivo de policiais federais, hoje, em torno de 7.000, não é suficiente. Covas não apóia a proposta de participação do Exército nas operações, a não ser no controle de fronteiras para evitar a entrada de drogas no País.
Covas disse que o afastamento de policiais envolvidos em crimes graves, conforme solicita a CPI do Narcotráfico em audiência esta manhã em São Paulo pode ser realizado mas é uma "questão relativa". "O que é crime grave?", indagou o governador, argumentando que a legislação não é clara sobre o assunto. "A lei é feita de tal forma que ninguém é preso".Ele lembrou que só este ano o governo do Estado já demitiu mais de 600 policiais civis e militares envolvidos em algum tipo de crime.
Fã - O presidente da CPI do Narcotráfico, deputado Magno Malta (PTB-ES), disse ao final do encontro com Mário Covas que é "fã do governador desde criança". Ele rebateu acusações de que a CPí vai acabar em pizza. Para ele a sociedade não se contenta com as prisões realizadas e "quer que a gente mate um leão por dia". Ele acrescentou que após o término dos trabalhos da Comissão, previsto para março de 2000, a Justiça deverá dar continuidade às investigações, tendo como base o relatório final a ser elaborado pela CPI.


