Covas diz que governo estuda desconto maior no pedágio para cargas
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sexta-feira, 06 de agosto de 1999
Por Kelly Lima 
Ribeirão Preto, SP, 07 (AE) - O governador Mário Covas (PSDB) disse hoje à tarde em Ribeirão Preto que o governo está estudando uma forma de ampliar o desconto de 20% no pedágio para o transporte de cargas. "Não sei como seria isso; estamos realizando estudos para tornar esse desconto mais abrangente", disse, evitando fixar prazos para anunciar qualquer medida em relação à cobrança do pedágio. Segundo ele, está descartada a possibilidade de o governo vir a aumentar a tarifa para carros de passeio, a fim de compensar uma eventual redução no valor cobrado dos caminhões.
Também está descartada, de acordo com o governador, qualquer medida de redução no preço das tarifas para esses veículos leves. "Ninguém gosta de pagar pedágio. Eu não gosto de pagar pedágio. Mas o problema é que essa cobrança é necessária para que se veja uma maior aceleração nas obras nas rodovias", disse. Para Covas, transportadoras e motoristas autônomos devem fazer valer a legislação estadual que determina que o frete seja destacado do pedágio para que essa taxa seja cobrada do proprietário da mercadoria.
O governador esteve na região de Ribeirão Preto para vistoriar obras realizadas nas rodovias pelas concessionárias Triângulo do Sol, ViaNorte e Autovias.As três concessionárias, segundo o secretário de Transportes, Michael Zeitlin, estão abaixo da média das nove concessionárias existentes no Estado. Conforme avaliação feita pelas comissões de fiscalização nas rodovias, elas estão entre as quatro piores do Estado.
A Triângulo do Sol obteve a nota mais baixa, 2,9 (numa variação de 1 a 5) entre as nove concessionárias. A média de notas é 3,7. A principal falha encontrada, segundo o secretário, é quanto a falta de investimentos, principalmente em relação à duplicação das rodovias.
Segundo ele, as concessionárias já foram notificadas sobre suas falhas e tem até segunda-feira para responder à secretaria. Caso isso não ocorra, segundo Zeitlin, o governo passará a aplicar multas. "Para a secretaria de nada adianta que a concessionária se comprometa a entregar as obras dentro do prazo
mas sim que se cumpra um cronograma de ações pré-determinadas em contrato, para que o projeto de privatização surta seus outros efeitos, como acelerar a economia e também gerar empregos", explicou Zeitlin.


