Covas diz que FHC não comprou briga com Congresso
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domingo, 12 de setembro de 1999
Por Maria Fernanda Delmas e Mônica Ciarelli 
Rio, 13 (AE) - O governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB), afirmou hoje que o presidente Fernando Henrique Cardoso não comprou briga com o Congresso nas críticas à lentidão da aprovação das reformas. "O Congresso pode falar todo dia o que o presidente precisa fazer, e o presidente não pode dizer que o Congresso precisa fazer isso, aquilo e aquele outro?", perguntou. Questionado sobre se estaria fazendo referência ao presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), Covas respondeu que falava de "ACM e várias pessoas".
Segundo Covas, alguns pontos das reformas foram aprovados, mas é natural que FHC ponha claramente a posição. "É evidente que o presidente não controla o Congresso, nem pode controlar, porque, se controlasse, não teríamos uma democracia"
afirmou o governador.
Os índices de impopularidade de FHC - 65%, segundo a última pesquisa do Instituto Vox Populi encomendada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) - não preocupa Covas. "Todo governo é assim", afirmou o governador, para quem são normais os altos e baixos. Covas garantiu ainda que o índice não bate os índices de rejeição do ex-presidente José Sarney (PMDB). "Não chegou a ser pior, corto meu pescoço", declarou. "Alguém andou violentando essa pesquisa."
O governador participou hoje da abertura da Abras 1999, feira anual do setor supermercadista. O prefeito do Rio, Luiz Paulo Conde (PFL), que também participou da solenidade, achou as afirmações de FHC "muito corretas". "O presidente é disparado a melhor opção para o Brasil; ele faz um trabalho democrático", declarou.
"Existem reformas que precisam ser feitas para se ter um equilíbrio fiscal", completou. O presidente, no discurso, citou especificamente a necessidade de completar-se a aprovação da reforma da Previdência. O prefeito lembrou que 4% dos funcionários do Rio recebem 22% do valor das aposentadorias pagas pelo município.


