Covas diz que falta de empréstimo paralisará obras
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terça-feira, 17 de agosto de 1999
Por Denise Ramiro 
São Paulo, 18 (AE) - O governador Mário Covas (PSDB) disse hoje que a liberação do empréstimo de US$ 100 milhões do Banco Mundial fazia parte do acordo de renegociação da dívida do Estado, e não de uma promessa, como mencionou o ministro da Fazenda, Pedro Malan. O Senado devolveu ontem (17) ao Banco Central (BC) o pedido do governo de São Paulo para contrair o empréstimo. Covas disse que, se o financiamento não vier, as obras previstas para serem realizadas com esses recursos - construção de microbacias e ligação da extensão ferroviária Roosevelt ao metrô Barra Funda - não serão mais viabilizadas.
Segundo Covas, o Estado tem várias alternativas. Ele citou como exemplo o BNDES. "É menos do que a Ford levou para a Bahia", comparou o governador. Covas disse que o Estado de São Paulo não extrapolaria o limite de endividamento, fixado pela Resolução 78/98, com o empréstimo do Bird, portanto, para ele, esse não é o motivo da rejeição do Senado.
Covas fez as declarações durante assinatura de contrato para o financiamento de moradias para trabalhadores da construção civil. A solenidade ocorreu nesta manhã, no Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil. Além do governador, estava presente o presidente da Caixa Econômica Federal, Emílio Carazzai. Esse acordo entre a CEF, o governo do Estado e o sindicato prevê a construção de 3,7 mil moradias em todo o Brasil, com recursos de R$ 90 milhões.


