São Paulo, 14 (AE) - O governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB), disse hoje que assinará, nos próximos dias, decreto autorizando a adoção do rodízio de carros em situações de emergência. "Nós não quisemos fazer o rodízio neste ano para não complicar mais a vida da população e, durante muito tempo, isso não afetou muito o meio ambiente", disse Covas.
"Mas, nos últimos dias, a situação esteve preocupante"
acrescentou, referindo-se ao aumento da poluição na capital. O governador disse que, além do rodízio, poderão ser adotadas outras medidas, sem as especificar.
Covas acredita, contudo, que a adoção do sistema, em caráter de emergência, não deve ocorrer neste ano. "O tempo para isso está chegando ao fim, vai até setembro, normalmente", disse, referindo-se às inversões térmicas que costumam, nesta época do ano, ocorrer a poucos metros do solo, prejudicando a qualidade do ar.
O fim do rodízio estadual de carros nos meses de inverno
que começou a ser realizado na primeira gestão de Covas no governo do Estado, foi estudado a partir de abril.
O secretário estadual do Meio Ambiente, Ricardo Trípoli, encomendou um estudo sobre a renovação da frota de carros nos últimos quatro anos e o índice de emissão de monóxido de carbono pelos automóveis.
Com base no levantamento, decidiu adotar o rodízio de carros somente quando a concentração de monóxido de carbono for superior a nove partes por milhão (ppm) numa média de oito horas. E as condições atmosféricas forem favoráveis à concentração dos poluentes.
Apesar da preocupação do governo estadual com o nível de poluição, a queda da temperatura em São Paulo deve contribuir para diminuir a concentração dos poluentes.
De acordo com meteorologistas consultados pela reportagem, a frente fria provoca movimentação das camadas de ar e favorece a dispersão de gases na atmosfera. Os meteorologistas acreditam que o frio na capital deve continuar até terça-feira (17). De acordo com as previsões, a temperatura poderá ficar entre 7 e 9 graus amanhã segunda-feira (16).

mockup