Covas diz no Rio que violência é ponto fraco de seu governo
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quinta-feira, 09 de setembro de 1999
Por Eliane Azevedo 
Rio, 10 (AE) - O governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB), admitiu hoje, no Rio, que o ponto fraco de sua gestão é o aumento dos índices de violência. "Eu reconheço que é o calcanhar-de-Aquiles da administração", disse ao participar do Fórum de Gestão Pública Eficiente, patrocinado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). Irritado com a pergunta de um jornalista sobre o tema, Covas reagiu. "Você quer que eu diga o quê? Que a violência vai bem, obrigado?".
Covas apresentou números que, segundo ele, demonstram o empenho do governo em combater o crime. De 1994 a 1998, durante seu primeiro mandato, o número de pessoas presas subiu de 2 mil para 4,5 mil por mês; de 51 mil detentos, passou-se para 85 mil. "Construímos 21 penitenciárias", anunciou - mas emendou: "Eu não consegui esvaziar os distritos, que são um grande problema, e já enchi as penitenciárias".
No entanto, como confessou, a violência não diminuiu. "Mas não foi por falta de esforço da polícia", garantiu. O diagnóstico do governador é o de que a televisão incentiva o crime, apresentando filmes violentos, e o fato de o Estado ter 20% de desempregados e 16 milhões de pessoas vivendo na região metropolitana de São Paulo - "grande parte em condições subumanas" - só fez piorar o problema. "O esforço para diminuir (a violência) está sendo feito, mas não tenho nem certeza se esse esforço vai ser integralmente bem-sucedido", disse, pessimista.


