São Paulo, 10 (AE) - O governador Mário Covas (PSDB) disse hoje que o decreto de 27 de dezembro, publicado no Diário Oficial do Estado no dia seguinte, que permitiu a adoção de medidas de proteção em caso de atitude fiscal irregular e ilegal de outros estados, pretende "salvaguardar o Estado". Ele negou ter aderido à guerra fiscal. "Não pretendo explicar nada", disse o governador paulista. "É uma salvaguarda do Estado, uma proteção, mas por enquanto não é aplicável."
Para o governador, a solução para o problema da concorrência predatória da guerra fiscal entre os estados é a conclusão da reforma tributária em andamento no Congresso Nacional."Precisa é votar a reforma tributária para acabar com a guerra fiscal", sugeriu Covas.
O governador disse não estar preocupado com as possíveis retaliações anunciadas pelo governador da Bahia, César Borges (PFL), e pelo secretário da Fazenda do Paraná, Giovani Ginédis, que admitiram a possibilidade de ir à Justiça contra o governo paulista e até formar um bloco de governadores para liderar uma campanha para boicotar os produtos originários de São Paulo. "Não faz diferença se eles acharam bom ou ruim", disse Covas.