Covas defende mecanismo de compensação para reforma tributária
PUBLICAÇÃO
domingo, 23 de maio de 1999
Por Rosângela Capozoli 
São Paulo, 24 (AE) - O governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB), defendeu hoje, na abertura da 15ª Convenção Paulista de Supermercados e Feira de Produtos, Equipamentos e Serviços (Apas 1999), um mecanismo de compensação transitório para a reforma tributária. "A reforma tributária tem sido uma constante preocupação há pelo menos duas décadas; enquanto o governo prega uma reforma com mais impostos, aquele que paga reivindica menor taxação", afirma Covas.
A seu ver, a dificuldade tem sido em obter uma proposta consensual. " A reforma que se preconiza é drástica para São Paulo, tirando 16% da receita; o governo não aumentou impostos, pelo contrário, reduziu; é preciso um mecanismo de compensação"
afirma o governador.
Ele ressaltou que a Lei Kandir falhou, por exemplo, não permitindo a restituição do imposto perdido. Quanto às críticas ao ministro da Fazenda, Pedro Malan, Covas salientou que ele desempenha o papel dele.
"Desconheço ministro que não chegue de mão apertada; senão, não é ministro", disse. Ele acrescentou ainda que é preciso pensar em "finanças públicas saudáveis paralelas ao crescimento
senão, será tudo em vão".
Covas abriu, no início da tarde, a terceira maior feira anual de alimentos do mundo a Apas 1999, que acontece de até quinta-feira (27), no Expo Center Norte, na zona norte de São Paulo.
O evento conta com a participação de 35 mil executivos, entre supermercadistas, fornecedores, autoridades, consultores e técnicos do setor. O faturamento gerado pelo setor de supermercados no Estado atingiu cerca de R$ 23,5 bilhões, respondendo por mais de 80% do abastecimento de alimentos e produtos de higiene e limpeza. Esse volume de negócios representa 42% de participação do faturamento do setor de auto-serviço no Brasil, que foi de aproximadamente de R$ 56 bilhões em 1998.


