São Paulo, 16 (AE) - O governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB), criticou hoje a interferência do PFL na aliança entre PSDB e PTB. "O PFL sempre toma as posições que acha que tem de tomar sem preocupar-se com o PSDB; o PSDB, por sua vez, não pode tomar atitudes só para agradar o PFL", disse Covas.
O PSDB é desde ontem (15) o maior partido da Câmara, com 103 deputados, além de encabeçar o maior bloco, somando com o PTB mais 24 deputados. Por causa dos remanejamentos, o PFL, que há uma semana era líder, ficou em terceiro lugar, com 101 deputados.
"Por acaso o PFL nos consultou sobre o aumento do salário mínimo?", continuou o governador. "Eles têm de entender que isso é uma atitude interna ... e não se trata de demérito para com o outro partido." Covas não acredita que a aliança possa desestruturar a base governista. "Quem sou eu para criticar uma decisão do partido na Câmara Federal, mas eu não corro atrás de ninguém; saíram três deputados estaduais e eu não fui catar ninguém em nenhum lugar."

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