São Paulo, 29 (AE) - O governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB), criticou a intervenção do presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), nas discussões entre os ministros da Previdência, Waldeck Ornélas (PFL), e da Saúde, José Serra (PSDB). "Não cabe ao presidente do Senado se envolver na discussão", afirmou Covas. "O árbitro, neste caso, é só o presidente da República", disse o governador, que participou esta manhã da ampliação do Projeto Qualis, na zona leste.
O desentendimento entre os ministros Ornélas e Serra foi provocado pela Lei 9.732, que redefiniu o conceito de entidades filantrópicas. O ministro da Saúde chamou o da Previdência de "sádico" em razão do fim da isenção de contribuições previdenciárias à entidades filantrópicas. Ornélas rebateu as acusações chamando Serra de "patrono da pilantropia". Ontem (28), ACM tomou a defesa de Ornélas, seu afilhado político, e disse que o ministro da Saúde "não cumpre as diretrizes do presidente da República".
Na opinião de Covas, Serra deveria ter sido consultado sobre o fim da isenção. "O ministro fez uma declaração a respeito dos hospitais, o que tem a ver com a sua área", avaliou o governador. Nesta semana, Ornélas enviou fax a Serra solicitando a relação dos hospitais correspondentes aos 2,5 mil leitos que o Sistema Único de Saúde (SUS) estaria perdendo por conta da filantropia.

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