São Paulo, 01 (AE) - O governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB), conversou hoje com o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Amaury Bier, sobre a privatização da Companhia Energética de São Paulo (Cesp). Ele afirmou ter esclarecido alguns pontos da privatização da empresa, em função da liminar concedida em primeira instância judicial no Mato Grosso do Sul, que impediu a cisão dela. Covas disse que a privatização está pendente porque o governo do Mato Grosso do Sul e o Ministério Público (MP) conseguiram a liminar impedindo a cisão da Cesp e o governo do Estado de São Paulo encaminhou recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que julgasse a questão, mas ainda não recebeu a decisão final.
O dinheiro da venda da estatal, informou o governador tucano, será usado para o pagamento da "conta gráfica" (pagamento de 20%, feito à vista) da dívida do Estado junto à União. Mas, como São Paulo não conseguiu privatizar a companhia e a União tinha prorrogado em um ano o pagamento da dívida, há um impasse: o governo de São Paulo precisa vender a Cesp até novembro para pagar a conta. "Essa é a nossa pressa para encaminhar a questão", disse Covas.

mockup