Registro (SP), 4 (AE) - O governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB), reagiu com naturalidade diante da demissão do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Clóvis Carvalho. "Eu não tenho que opinar nada sobre isso. A escolha, mudança e demissão dos ministros cabem ao presidente. São escolhas dele, não minhas", disse Covas, na manhã de hoje em Registro, durante a inauguração de 500 casas populares no Jardim Paulistano.
O governador destacou ainda a importância da independência de decisão dos poderes. "O presidente decide, como eu decido quem devo manter ou demitir. Eu não pergunto ao presidente, como ele não tem que perguntar a mim", desconversou.
Programa - Recebido por lideranças regionais e fogos de artifício, Covas reafirmou seu compromisso de priorizar o desenvolvimento do Vale do Ribeira. Só em Registro, seu governo investiu R$ 37,6 milhões.
O conjunto habitacional tem a novidade de destinar 5% das moradias aos idosos com mais de 60 anos. Com bom humor, o governador ressaltou a responsabilidade dos novos moradores conservarem o conjunto habitacional e lançou a campanha de plantio de árvores pela Prefeitura de Registro e o prêmio para quem melhor conservá-las.
"Uma casa dá dignidade às pessoas. Lá moram o pai, a mãe, o filho e a sogra, porque nem tudo é perfeito", brincou ele.
Previdência - O governador também desafiou o pequeno grupo de manifestantes da Associação dos Professores do Estado de São Paulo (Apeoesp). Leu a faixa: "Nem confisco, nem exclusão. Contra a reforma de Covas no Ipesp", e perguntou se alguém tinha idéia do que era aquilo.
"Vocês não têm, né? Pois foi feito para vocês não terem idéia mesmo, mas eu explico. O trabalhador comum paga 10% do seu salário todos os meses para receber até 10 salários na aposentadoria. Com o funcionalismo não é assim: ele paga 6% para receber salário integral", disse. Covas completou que seu governo tem a coragem de propor mudanças e o projeto está na Assembléia.

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