Covas considera inevitável impeachment de Pitta
Covas considera inevitável impeachment de Pitta15/Mar, 20:15 Por Tânia Monteiro e Carmen Kozak Brasília, 15 (AE) - O governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB), considera "inevitável" que o prefeito de São Paulo, Celso Pitta (PTN), sofra impechment, em virtude das acusações apresentadas pela primeira-dama Nicéa Pitta, ex-mulher dele. "Dificilmente, ele (Pitta) escapa de uma penalidade como essa", afirmou Covas, que defende, no entanto, a continuidade do processo para que não pare em Celso Pitta, mas atinja também o ex-prefeito Paulo Maluf (PPB). "Espero que essa coisa não pare no Pitta", declarou o governador, que acrescentou: "É óbvio que tem de chegar no Maluf, pelo menos uma vez na vida." Mais tarde, Covas avisou que não pretende fazer intervenção na Prefeitura da capital. O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Aloysio Nunes Ferreira, também acredita na condenação de Celso Pitta. Na opinião do ministro, as declarações da ex-mulher de Celso Pitta trazem elementos novos sobre a situação em São Paulo. "Acho que a Câmara Municipal de São Paulo deveria abrir uma CPI (comissão parlamentar de inquérito) e dar consequência" acentuou Ferreira, que acredita que, no processo anterior contra Celso Pitta, "visivelmente, houve um conluio quando (a Câmara Municipal) decidiu não fazer o impeachment do prefeito''. ''Acho que isso, agora, tem de dar prosseguimento." Covas rejeitou ainda as insinuações de Maluf de que ele teria estimulado a ex-mulher de Celso Pitta a denunciar o marido. "Eu não faço as coisas por trás e pago o preço de falar cara a cara", afirmou o governador, repetindo o desafio que lançou a Maluf de que, se ele se encontrou com Nicéia, renuncia ao mandato, mas, se isso não for verdade, Maluf nunca mais se candidata a nada. "Seria a felicidade geral da nação", ironizou Covas, alegando que Maluf tem "atitude típica de malandro, que age dessa maneira quando é colocado contra a parede, desviando o assunto". Para Covas, a Câmara Municipal pode agir rápido neste caso. "Eles (os vereadores) podem resolver isso em 60 dias", comentou o governador, depois de lembrar que existem outros processos contra Celso Pitta em andamento na Justiça. Mas o governador disse que o prefeito tem direito à defesa. Covas descartou também a possibilidade de intervir na Prefeitura de São Paulo. "Tenho dificuldade em fazer intervenção no município porque existem aproximadamente 150 pedidos como esse por causa dívidas de precatório em vários municípios", observou. "Ou eu faço em todos (os municípios), ou eu não faço." Covas lembrou que a primeira e única vez que fez uma intervenção foi na pprefeitura de Lindóia e, depois de três meses, nada havia mudado.





