Covas considera difícil reduçâo de pedágio
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quinta-feira, 29 de julho de 1999
Por Carla Franco 
São Paulo, 30 (AE) - Apesar de considerar difícil uma redução tarifária nos pedágios das rodovias paulistas, o governador de São Paulo, Mário Covas, prometeu hoje (30) analisar a questão, uma das principais reivindicações da greve dos caminhoneiros encerrada ontem. "Vou examinar o assunto", assegurou Covas, pouco depois de participar da inauguração de piscinões de contenção de enchentes no ABC paulista esta manhã.
Ele respondeu às declarações do presidente da Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias (ABCR), Moacyr Duarte
segundo as quais uma redução no preço do pedágio poderia comprometer o equilíbrio financeiro das empresas, em razão de compromissos já assumidos. "Elas também assumiram o compromisso de realizar obras e esta semana vou ver todas as obras para saber se estão sendo realizadas no prazo", ameaçou Covas.
Na opinião do governador, o acordo que pôs fim à paralisação da categoria não deve ser encarado como uma "rendição" por parte do governo federal. "Quando o governo negocia é porque se rendeu; quando não negocia é porque é intransigente", afirmou Covas. Em sua opinião, a continuidade da greve acarretaria enormes prejuízos.
Mappin - Covas lamentou hoje a falência da rede Mappin, decretada ontem pela Justiça paulista. Ele disse, entretanto, que está confiante na manutenção dos empregos nas duas lojas assumidas pelo Grupo Pão de Açúcar. A empresa arrendou o Mappin da Praça Ramos, lacrado ontem, e o do Itaim.
Para o governador, a rede Mappin sempre trouxe "charme" ao Estado. Ele lembrou o empenho do governo estadual para tentar encontrar uma solução para os problemas financeiros da rede. "Já havíamos conseguido uma solução participativa, na qual alguns fornecedores deixariam suas mercadorias em consignação", disse. "Esta falência deve ter sido resultado de um pedido feito há algum tempo."


