Covas cobra rapidez na apuração sobre ajuda a bancos
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domingo, 18 de abril de 1999
Por Jô Pasquatto 
São Paulo, 19 (AE) - O governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB), cobrou hoje rapidez do Poder Executivo na apuração do caso que envolve o ex-presidente do Banco Central (BC) Francisco Lopes e o socorro da instituição aos Bancos Marka e FonteCindam. "Acho que o governo devia ter uma ação muito rápida a esse respeito, mais rápida do que o próprio Legislativo", disse Covas. O governador disse que o Congresso também tem o direito de investigar, mas destacou que o governo federal deve apurar o caso com maior agilidade por ter instrumentos apropriados para isso e apresentar uma conclusão antes do Legislativo. Na avaliação de Covas, apesar das investigações ainda estarem no início, sem acusações comprovadas
a hipótese dos bancos terem recebido informações privilegiadas não pode ser descartada. "De qualquer maneira, essa hipótese não pode ser afastada, pode ter ocorrido e, se ocorreu, precisa ser sanada."
"Se tiver algum culpado, seja quem for, deve ser punido porque nessas coisas não se separa parceiros, amigos, aliados, adversários, é todo mundo igual", disse Covas. Sobre a suspeita de envolvimento de Chico Lopes, Covas afirmou ter dúvida sobre a ligação do ex-presidente do BC com o vazamento de informações privilegiadas. "Mas acho que o que pode acontecer de melhor para ele é que se verifique e fique provado que não aconteceu nada", disse Covas. O governador lamentou a busca e apreensão ocorridas na semana passada no apartamento de Chico Lopes. Covas
no entanto, evitou classificar o ato de "arbitrário", como declarou o presidente Fernando Henrique Cardoso. "Decisão da Justiça a gente não contesta; muitas vezes, eu discordo dela, mas acho que a Justiça tem o seu âmbito de influência e eu tenho o meu; cada um joga dentro da sua área", disse. O governador disse ainda que não vê má vontade do BC em auxiliar nas investigações nem medo do governo federal na conclusão do caso. "O governo pode estar avaliando consequências outras que não as específicas relativas à apuração, mas não que o governo tenha medo nem tem razão para isso", afirmou o governador de São Paulo. O governador participou hoje, no Palácio dos Bandeirantes
da posse dos mmembros do Conselho Estadual da Condição Feminina. A socióloga Maria Aparecida de Laia foi reempossada para um mandato de mais quatro anos. Também tomaram posse 11 membros representando o governo paulista e 21, entidades da sociedade civil.


