Covas anuncia investimentos de R$ 95 milhões no Vale do Ribeira
Covas anuncia investimentos de R$ 95 milhões no Vale do Ribeira13/Mar, 21:04 Por José Maria Tomazela Registro, SP, 13 (AE) - O governo do Estado investirá R$ 95 milhões no Vale do Ribeira, considerado um dos 13 bolsões de pobreza detectados em todo o País. Metade do valor ficará para obras de infra-estrutura, como a melhoria e pavimentação de estradas e extensão de rede elétrica. Os outros R$ 47,5 milhões vão compor um fundo de desenvolvimento para financiar projetos agrícolas, agroindustriais e de serviços. A verba foi anunciada pelo governador Mário Covas no encerramento do Fórum de Desenvolvimento do Vale do Ribeira, realizado sábado, em Registro, a 185 quilômetros de São Paulo. Os recursos, segundo ele, virão da concessão da distribuição do gás natural na área sul da Comgás. Covas disse que a liberação da verba não deve ser vista como uma atitude paternalista, pois só serão financiados os bons projetos, que criem empregos e renda. "Vamos dar o dinheiro a quem quer produzir". "Há um consenso de que temos grande potencial, mas faltam recursos para explorá-lo", disse o prefeito de São Lourenço da Serra, capitão Lerner Ribeiro (PSDB), presidente do Consórcio de Desenvolvimento Intermunicipal do Vale do Ribeira (Codivar). Negócios - Com os recursos, serão estimulados agronegócios, como industrialização do pescado, frutos do mar e caranguejo, criação e abate de animais silvestres, produção artesanal de alimentos, processamento de leite e carne; serviços de atendimento a turistas e artesanato. Além do governador, oito secretários de Estado participaram dos debates, acompanhados por 23 prefeitos e mais de 100 vereadores da região. Técnicos e prefeitos apontaram como principais entraves ao desenvolvimento regional a infra-estrutura precária e a questão ambiental. Cerca de 60% do território dos 23 municípios da região é constituído pelos parques estaduais e reservas de mata atlântica. Outros 20% são de terras sujeitas às enchentes do Rio Ribeira de Iguape. A maioria dos prefeitos defende a construção de barragens para reduzir as cheias, mas o projeto é contestado por ambientalistas e comunidades nativas. Sobre as reservas florestais, houve um consenso de que podem servir para a exploração turística.





