Covas anuncia a concessão de mais 880 quilômetros de rodovias
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 28 de janeiro de 2000
Por Milton Bridi 
Americana, SP, 28 (AE) - O governo do Estado pretende assinar, até o final de fevereiro, os contratos de concessão de cerca de 880 quilômetros de malha rodoviárias nas regiões sudoeste e norte de São Paulo, segundo anunciou hoje o governador Mário Covas (PSDB), em Americana. No total são cinco rodovias do lote 6, com 364,5 quilômetros na região norte. As rodovias selecionadas são a Anhanguera, entre Cordeirópolis e Santa Rita do Passa Quatro; SP-147, entre Piracicaba e Itapira; SP-191, entre Mogi Mirim e Rio Claro; SP-215, entre São Carlos e Casa Branca; e a SP-352, que liga Itapira a cidades do sul de Minas Gerais.
O lote 20, com 516 quilômetros de malha, inclui também cinco rodovias, na região sudoeste: Castelo Branco, entre Tatuí e Espírito Santo do Turvo; Raposo Tavares, entre Araçoiaba da Serra e Itapetiniga; SP-127, entre Tatuí e Capão Bonito; SP-255, entre a Castelo Branco e o município de Avaré, até atingir a Raposo Tavares; e a SP-258, de Capão Bonito a Itararé. Covas disse que não pretendia assinar os contratos neste momento, principalmente as concessões do sudoeste, região mais pobre de São Paulo. Mas tomou a decisão porque foi pressionado pelos prefeitos. "Não quero ser cobrado depois sobre o pagamento de pedágios", acrescentou, durante a inauguração da ponte sobre o Rio Piracicaba.
Privada - Aproveitando a inauguração, o govermador assinalou que o Estado não tem condições de tocar uma obra com a mesma velocidade de uma empresa privada. O prazo que a Autoban, que administra a rodovia, tinha para concluir a ponte era de cinco meses. No entanto, para evitar reclamação dos usuários - os congestionamentos no local ultrapassavam 10 quilômetros -, a empresa executou os serviços também durante a noite e terminou a obra um mês antes. No total foram gastos R$ 3 milhões.
Barraqueiros do município de Americana, proibidos de vender produtos nas margens da rodovia, protestaram contra a medida. Covas disse que vai estudar a possibilidade de abrir exceção apenas para produtores do município que comercializam as suas próprias mercadorias. O acordo pode sair na segunda-feira quando uma comissão de barraqueiros vai se reunir com representantes da Autoban e da Secretaria dos Transportes, em São Paulo.


