Covas afasta comandantes das Polícias Civil e Militar de Rio Claro
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quinta-feira, 13 de abril de 2000
Por Marcos Miota, especial para a AE 
Rio Claro, 14 (AE) - Comerciantes de Rio Claro, no interior de São Paulo, fecharam hoje seus estabelecimentos durante uma hora, ds 14 horas às 15 horas, em protesto contra a violência e a falta de segurança na cidade. A manifestação reuniu cerca de 3 mil pessoas na praça central. Ontem (13), O governador Mário Covas (PSDB) afastou os comandantes das Polícias Civil e Militar da cidade, o delegado-seccional Oswaldo Galvão de França Filho e o tenente-coronel Orlando Aparecido Tomasella, do 37º Batalhão da Polícia Militar. A falta de resultados satisfatórios no combate à criminalidade teria motivado os afastamentos.
Covas tomou a decisão durante a inauguração de obras na região de Casa Branca (SP), após ter sido procurado pelo diretório municipal do PSDB, que relatou a situação de Rio Claro. "Eles (os comandantes) só sabem falar para a imprensa que não têm viatura, não tem gente, aquela conversa de sempre. Mas cumprir a obrigação que é bom não querem cumprir", teria dito o governador no telefonema feito à Secretaria Estadual da Segurança, determinando o afastamento do delegado e do tenente-coronel. Covas também ordenou que 20 policiais militares e dez civis sejam enviados a Rio Claro para reforçar o policiamento.
Crime - Este samana, o dono de uma relojoaria foi baleado por dois ladrões. Na saída do estabelecimento, eles davam risadas. O comerciante morreu após ser internado na Unidade de Terapia Intensiva (na UTI) da Santa Casa. A Associação Comercial e Industrial de Rio Claro (Acirc) está coletando assinaturas da população para enviar um abaixo-assinado ao governador exigindo mais policiais e carros de polícia.


