São Paulo, 05 (AE) - O governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB), admitiu hoje rever a lei que limita em até 20% o porcentual de compra de mercadorias fora do Estado por pequenas e microempresas beneficiadas pelo Simples, caso fique comprovado que o governo "cometeu algum exagero" na formulação da proposta.
"Não sei se vai ter de fazer alterações; se achar que (a lei) não é conveniente, que cometemos algum exagero, mas não nos parece que tenhamos cometido; isso não tem nada a ver com guerra fiscal", avaliou o governador, dizendo que o objetivo da proposta foi assegurar a geração de empregos dentro do Estado.
O governador não quis responder às críticas formuladas ontem (04) pelo Clube dos Lojistas de São Paulo, que engrossou o coro de governadores de outros Estados. Ontem (04), o governador de Minas Geria, Itamar Franco (PMDB), anunciou que vai à Justiça questionar a constitucionalidade da lei. Os governadores do Rio, Anthony Garotinho (PDT), Santa Catarina, Esperidião Amin (PPB), e do Paraná, Jaime Lerner (PFL), admitiram que também estudam recorrer à Justiça."Não fizemos isso (a lei) para prejudicar ninguém , muito menos quem trabalha em São Paulo", afirmou Covas, evitando entrar em detalhes sobre o possível recurso judicial. O governador, no entanto, admitiu que ficou "um pouco surpreso" com as críticas recebidas dos outros governadores. Até agora, Covas disse que não foi procurado para conversar por nenhum colega. "Sei que o governador de Minas esteve aqui na missa do ex-governador Franco Montoro (PSDB-SP), mas não falou comigo", ponderou, referindo-se à missa realizada na semana passada.
De acordo com o governador paulista, caso o Rio adote uma lei idêntica a esta em discussão, São Paulo não seria prejudicado. Diante da insistência dos jornalistas sobre a revisão da lei, o governador foi categórico: "O governo estuda anunciar quando tiver de anunciar, se tiver de anunciar."

mockup