São Paulo, 31 (AE) - O governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB), admitiu hoje um possível reajuste do piso salarial do funcionalismo este ano. "Na área pública é provável que haja aumento neste ano, mas nós já pagamos R$ 240 e estamos acima do mínimo indispensável", afirmou. De acordo com Covas, o principal entrave para a fixação de um mínimo regional acima do atual, de R$ 240, são as contas das pequenas prefeituras paulistas. "Não posso pedir os municípios para cumprir a Lei Camata e, ao mesmo tempo, para aumentar os salários", justificou o governador, em referência à lei que limita gastos com pessoal a 60% das receitas.
Covas disse ser possível a fixação de piso salarial regional entre R$ 300 e R$ 400 na área privada, mas lembrou que a questão ainda depende da aprovação de lei pelo Congresso. O governador defendeu a regionalização do mínimo. "Eu sempre fui favorável a que cada Estado fixe o seu valor, pois as economias são diferentes", sustentou.
Covas disse não acreditar que o PFL condicionará seu apoio ao governo do presidente Fernando Henrique Cardoso à aprovação de um mínimo de R$ 177. "Não acho que o PFL vá condicionar sua posição daqui para frente em função de um objetivo ou então o processo só é de aliança desde que a própria vontade prevaleça"
afirmou o governador, que participou de almoço na Câmara Americana de Comércio (Ancham) e fez uma palestra intitulada "Justiça e Desenvolvimento - uma nova história para o Brasil".

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