São Paulo, 06 (AE) - O governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB), afirmou hoje que a decisão de revogar a Lei número 10.325, que complementava o Simples paulista, levou em conta as pressões de outros Estados, mas, principalmente, as reações negativas de setores paulistas. "Não vi ninguém de São Paulo defender a medida", afirmou. Covas avalia que não foi um erro do governo tentar limitar em 80% as compras das micro e pequenas empresas a fornecedores paulistas. "A lei visava a repor a situação de antes de existir o Simples", explicou.
Ele negou também que a restrição significava guerra fiscal. "Guerra fiscal é o que se faz quando se disputa uma indústria e se dá parte do imposto que ela tinha de pagar para ela mesma e não para o consumidor."
O governo, segundo ele, ainda não tem nenhuma proposta que visa a compensar os fornecedores paulistas prejudicados com a revogação da lei. O governador não quis também comentar as críticas do presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), de que ele estava indo contra os interesses do Brasil.
"Eu não pauto a minha vida por essas declarações; todos têm o direito de pensar o que quiserem", concluiu.

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