São Paulo, 08 (AE) - O governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB), admitiu hoje a formação de uma aliança entre PSDB e PFL para disputar as eleições municipais de 2000. "Já teve candidato comum para governador do Estado e pode ter para prefeito", afirmou Covas, referindo-se ao apoio do PFL à eleição dele, em 1994.
Ele negou, entretanto, que o assunto tenha sido tratado no aloço de hoje com o presidente do Congresso, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), a maior liderança nacional do partido.
As declarações de Covas, porém, coincidem com as de ACM. "Quem sabe, por um milagre, não sai um candidato comum em São Paulo", disse o senador, depois do almoço.
Segundo Covas, o encontro tratou da situação política em geral. "Conversamos sobre política, sobre a situação", disse o governador, em tom evasivo. "Afinal, supostamente o PFL apóia o presidente da República e, supostamente, meu partido apóia o presidente da República", afirmou Covas, sem explicar o porquê do uso da expressão "supostamente".
Ele reafirmou as críticas à antecipação do debate sobre a sucessão presidencial. "Uma das razões pela qual eu sempre sustentei que lançar candidatura agora seria ruim é exatamente porque a candidatura dividiria", observou Covas, em referência às divergências entre os partidos da base de sustentação do governo federal. Na opinião do governador, entretanto, as divergências não são "irreparáveis".
Covas sancionou esta manhã a lei que cria o Programa Emergencial de Auxílio-Desemprego, que vai abrir 50 mil vagas em frentes de trabalho na Grande São Paulo.

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