Cotas não são unanimidade em federais
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segunda-feira, 02 de junho de 2008
Ricardo Sabbag<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - A decisão do Conselho Universitário da Universidade Federal do Paraná (UFPR) em estabelecer cota de uma vaga por curso para portadores de necessidades especiais a partir do próximo concurso vestibular não é unânime entre as universidades federais do Estado. A Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) não deverá implementar o mesmo tipo de cota, salvo determinação judicial.
As federais são rés em ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF) que pede a reserva de 5% das vagas ofertadas para deficientes físicos. O processo corre na Justiça Federal desde o fim de março. A UFPR se antecipou à decisão judicial na última semana e decidiu pela implementação da cota. A instituição já garante reserva de 20% das vagas para negros e pardos e de 20% para estudantes oriundos do ensino público.
A Tecnológica reverteu no mês passado uma decisão em liminar que obrigava a reserva de vagas para deficientes físicos. As inscrições para o processo seletivo de inverno da instituição se encerraram sexta-feira, e o próximo vestibular não terá cotas para portadores de necessidades. No ano passado, a UTFPR definiu cota socioeconômica de 50% das suas vagas para egressos do ensino público. No vestibular passado, cerca de 0,63% dos candidatos da instituição eram portadores de necessidades especiais.
Em Curitiba, nenhuma das três universidades privadas - Pontifícia Universidade Católica, Universidade Tuiuti e Universidade Positivo - dispõe de política de cotas.


