São Paulo- Mais de 7 mil negros vão estudar em universidades públicas este ano graças a políticas de cotas. Desse total, cerca de 3.500 jovens são calouros. Os demais entraram no ano passado e cursarão agora o 2º ano. Até o ano passado, apenas três instituições estaduais, duas do Rio e uma da Bahia, reservavam vagas para candidatos negros. Agora, a Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul (Uems) e a Universidade de Brasília (UnB) também adotam o critério.
Este ano, para tentar diminuir a polêmica sobre quem, de fato, merece ser beneficiado, os auto-declarados negros terão de provar que vêm de famílias carentes ou que estudaram em escola pública. A Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) e a Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), por exemplo, vão contemplar somente negros cuja renda per capita familiar seja de até R$ 300,00.
Apesar de sua criação ter provocado polêmica, para muitos professores e defensores do sistema o bom desempenho dos cotistas ajudou a melhorar a imagem do programa. Balanços preliminares indicam que - ao contrário da previsão de muitos críticos - cotistas e não-cotistas tiveram rendimento semelhante na sala de aula em 2003. Na Universidade Estadual da Bahia (Uneb), não houve variação de notas entre os dois grupos. Na Uerj, 49% dos cotistas passaram de ano sem exame ou dependência, contra 47% dos não-cotistas.

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