Cotas deve ampliar isentos no vestibular da UEL
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quinta-feira, 05 de agosto de 2004
Alan Maschio<br>Reportagem Local 
Um caráter de abrangência e inclusão social deve ser conferido ao vestibular 2005 da Universidade Estadual de Londrina (UEL), que começou a ter o formato definido ontem, em uma reunião da Câmara de Graduação da instituição. Parte dessa inclusão deve ser promovida por novidades como o sistema de cotas para alunos de escolas públicas, em fase final de formatação, aliado à isenção da taxa de inscrição para o vestibular, concedida desde 1996 e que já beneficiou cerca de oito mil alunos.
Na reunião da Câmara foram discutidos detalhes como a data para a realização do vestibular, períodos de inscrição e o funcionamento do sistema de cotas. Segundo o chefe da Coordenadoria de Processo Seletivo (Cops), Luiz Rogério Oliveira da Silva, ainda não há estimativas para o volume de estudantes que devem participar do vestibular como cotistas. ''No entanto, temos quase certeza de que a medida deve atrair um número maior de alunos de escolas públicas'', disse. O principal objetivo da medida é democratizar o acesso à universidade, já que 80% dos alunos formados anualmente no ensino médio do País são de escolas do Estado.
No último vestibular, realizado em janeiro deste ano, foram recebidas quase 37 mil inscrições. A expectativa da coordenadoria da Cops é de que este número, no mínimo, se repita em 2005. Também é esperado aumento no número de pedidos para isenção da taxa de inscrição no vestibular que, no último concurso, foi de R$ 90. ''Esperamos pelo menos cinco mil pedidos este ano'', estima a chefe da Divisão de Serviço Social da UEL, Betty Elmer Finatti. No último vestibular, 1,5 mil estudantes se cadastraram à isenção da taxa e somente 200 pedidos foram indeferidos.
Políticas de apoio a estudantes carentes que já estão na universidade, no entanto, devem demorar um pouco mais para serem efetivadas. A instituição não conta com programas de assistência a alunos carentes. ''Temos uma pesquisa em andamento, que vai servir para definir o perfil do estudante da UEL. Ela vai nortear políticas futuras de apoio e assistência a alunos carentes da universidade. Inclusive, a entrada de alunos cotistas, a partir de 2005, também vai criar uma demanda que vai nos ajudar a definir as necessidades dos nossos estudantes'', explicou Betty. Ela não soube dizer se tais medidas já estariam incluídas no orçamento da UEL para 2005.
A assistente social ressalta, porém, que a falta de políticas assistenciais definidas em estatuto não impedem a universidade de atender às necessidades de alunos carentes. ''O Serviço de Bem-estar da Comunidade Univesitária (Sebec) sempre recebe pessoas com dificuldades de alimentação, moradia e transporte, as principais demandas dos alunos. Ajudamos basicamente com orientações'', explicou.
O coordenador do Cops espera que as cotas, aliadas à isenção da taxa de inscrição possam conferir, de fato, um caráter de inclusão social mais abrangente à UEL. ''Esse é o objetivo. Nosso esforço tem sido direcionado justamente para se criar uma sensibilidade social maior na comunidade universitária'', destacou.


