Costureira é presa por racismo em Sabará, MG
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domingo, 27 de junho de 1999
Por Evaldo Magalhães 
Belo Horizonte, 28 (AE) - A costureira Eva Lúcia Costa, de 41 anos, foi presa em Sabará, região metropolitana de Belo Horizonte, acusada de crime de racismo contra o policial militar Antônio Carlos Felipe. Segundo a Polícia Militar, na madrugada de hoje Eva agrediu o marido, o vigilante Túlio da Silva, em casa. O cabo Antônio Carlos foi ao local tentar resolver a situação. Ao abordar Eva, o policial, que é negro, teria sido ofendido.
"Ela disse que não conversaria comigo porque eu sou de uma sub-raça", disse o cabo. Levada para a Delegacia de Sabará, a costureira negou tudo. "Eu estava muito nervosa, mas só falei com ele que me recusava a entrar na viatura." O marido de Eva confirmou a informação do policial. "Ela ofendeu o cabo com palavras de cunho racista, o chamou de crioulo e disse que não gostava de negros", contou Túlio, que havia sido espancado pela mulher com uma barra de ferro.
Eva foi autuada por injúria motivada por preconceito racial, crime inafiançável. Até hoje à tarde ela continuava detida. O inquérito foi remetido pelo delegado Nilton Gomes ao Fórum de Sabará. "Caberá agora ao juiz arbitrar fiança ou manter a costureira presa até o julgamento", disse. Eva pode ser condenada a pena de dois a cinco anos de prisão.


