Costume de família atravessa gerações
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domingo, 07 de maio de 2006
Chiara Papali<br> Reportagem Local 
Tomar chás, de diferentes sabores e aromas, quente ou frio, já é hábito tão antigo que a manicure Andréia Santos, de Londrina, nem se lembra de quando começou. ''Acho que veio de família, era costume da minha mãe'', conta.
O que ela recorda bem é que há três anos emagreceu quase oito quilos com a ajuda de chás. ''Pesquisei as propriedades de cada erva e eu mesma inventei minha mistura. Esse assunto me interessa bastante'', afirma.
Hoje, depois do emagrecimento, o hábito continua diário, seja usando um chá de camomila ou hortelã para dormir melhor, um de anis para combater os sintomas da TPM (tensão pré-menstrual) ou um de alecrim, para cólica. ''Sempre procuro por novidades, mas para fazer efeito tem que tomar com frequência, persistir'', ensina.
A professora de educação física e massoterapeuta Elaine Oliveira de Souza, de 36 anos, também é apreciadora de chás e gosta principalmente do ritual que o preparo envolve. ''Gosto de sentir o cheiro do chá pela casa'', afirma.
Elaine tem o hábito de tomar pelo menos uma xícara de chá por dia, de manhã ao levantar, ou à noite, antes de dormir. ''Da mesma forma que aprendi o hábito com minha avó, hoje minha filha também adora'', conta. Os preferidos são os de ervas, como melissa, para dormir melhor, camomila, para ajudar na digestão, manjericão, hortelã e erva cidreira. ''O mais interessante é criar o chá com as possibilidades de ervas ou frutas que você tem no dia''.


