Costa Leite agora elogia nomeação de Ellen Gracie
Depois de defender publicamente a nomeação de um integrante do Superior Tribunal de Justiça para ocupar a cadeira no Superior Tribunal Federal (STF) que pertencia ao ministro Octávio Galotti, aposentado recentemente, o presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Paulo Costa Leite, disse que a indicação da juíza gaúcha Ellen Gracie Northfleet, do quadro do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, recaiu sobre um excelente nome. A declaração de Costa Leite teve o objetivo de eliminar qualquer indisposição em razão de suas declarações, principalmente depois que o presidente Fernando Henrique Cardoso escolheu a magistrada para ocupar a vaga.
Em Brasília, o comentário geral é que a decisão de FHC foi influenciada decisivamente pelas declarações do presidente do STJ, devido a recente polêmica entre os dois a respeito de decisão judicial envolvendo o reajuste salarial dos servidores do Judiciário. A versão que vem ganhando espaço na capital federal é que a decisão de FHC foi tomada principalmente para contrariar Costa Leite.
Em recente declaração, o presidente do STJ observou que em nenhum momento, ao defender anteriormente a indicação de um ministro do Superior Tribunal de Justiça para a vaga, colocou restrições ao nome da juíza, cuja competência profissional sempre fez questão de destacar. Desde o primeiro momento o que fiz foi defender a tese deste Tribunal de que, no caso do presidente da República optar pela nomeação de um membro do Judiciário, e não de alguém fora dos quadros da magistratura, deveria ser seguida a ordem natural da organização do Judiciário depois da criação do STJ, esclareceu o ministro.
Costa Leite salientou, ainda, que nunca desconheceu a prerrogativa constitucional do presidente da República para a indicação - e não poderia ser diferente. Agora, basta o nome de Ellen Gracie ser aprovado pelo Senado para que o STF conte com a primeira mulher entre seus ministros.





