Corte rejeita tentativa de impedir extradição de Pinochet
Londres, 27 (AE-AP) - Um juiz da Alta Corte britânica rejeitou hoje (27) a última tentativa do ex-ditador chileno Augusto Pinochet de impedir o processo de extradição iniciado pela Espanha.
O veredicto do juiz Harry Ognall significa que, após sete meses de atrasos e deliberações na Justiça, o processo de extradição efetivamente prosseguirá. A primeira audiência foi marcada para 4 de junho próximo.
Na petição de apelação, os advogados de Pinochet argumentaram que o secretário do Interior Jack Straw errou ao permitir que o processo de extradição fosse lançado, uma vez que a maioria das acusações contra o ex-ditador foram recentemente retiradas.
Pinochet foi preso em uma clínica de Londres, onde se recuperava de uma cirurgia de hérnia de disco, em 16 de outubro de 1998, a pedido do juiz espanhol Baltasar Garzón, que quer julgá-lo pela tortura e assassinato de seus opositores durante os 17 anos em que ele governou o Chile.
Um relatório oficial do governo chileno afirma que 3.197 pessoas, entre as quais vários espanhóis, desapareceram ou foram mortas pela polícia secreta de Pinochet após o golpe sangrento que derrubou o presidente eleito Salvador Allende, um marxista, em 1973.
Desde a prisão de Pinochet, o caso vinha se arrastando na Justiça britânica. Aspectos do processo foram considerados e reconsiderados tanto pela Alta Corte como pela Câmara dos Lordes
o mais alto tribunal de apelações da Grã-Bretanha.
Em sua decisão mais recente, os lordes reduziram expressivamente o número de acusações contra Pinochet, mas ressaltaram que as três remanescentes eram suficientes para manter o pedido de extradição espanhol.





