Londrina - De acordo com diretor de Meio Ambiente da Copel, Gilberto Mendes Fernandes, que faz parte do Consórcio Energético Cruzeiro do Sul, o reservatório da Usina Hidrelétrica Mauá deverá estar completamente cheio nas próximas semanas.
Conforme Fernandes, o corte de aproximadamente 3 mil hectares de floresta, autorizado pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP), foi necessário para ''não comprometer a qualidade da água''. Isso porque a madeira que apodreceria submersa reduziria a quantidade de oxigênio na água, matando peixes.
Para compensar os danos ambientais, o consórcio pretende adquirir um terreno de 4.168 hectares para preservação da floresta nativa. Conforme ele, um grupo está sendo formado por integrantes do IAP, Secretaria Estadual do Meio Ambiente, Sema, Consórcio e também Copel para escolher o local.
Apesar de ter sido autorizada para encher o reservatório a Usina de Mauá ainda não tem licença para operação do IAP. No entanto, segundo Fernandes, o consórcio depositou R$ 59 milhões para o IAP. ''Esse dinheiro é um caução e será utilizado para comprar o terreno'', comentou.
Em breve também o consórcio deve leiloar a madeira da área que foi desmatada. Conforme Fernandes, são aproximadamente 190 mil metros cúbicos. O diretor não informou o valor do material. A Copel informou, por meio de assessoria, que não pode divulgar um valor nem que tipo de madeira será leiloada, pois está sendo montado o edital do leilão. Apenas informou que serão dois lotes: um de toras e outro de lenha.(D.B.)

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