Corte israelense autoriza árabes a comprar terra em comunidades judaicas
Corte israelense autoriza árabes a comprar terra em comunidades judaicas8/Mar, 13:15 Jerusalém, 8 (AE-AP) - Os cidadãos israelenses árabes podem ter permissão para comprar terras em comunidades judaicas em Israel, anunciou hoje a Suprema Corte, em uma decisão histórica que derrubou a política vigente há 52 anos de restringir a venda de terra aos árabes. Ativistas de direitos humanos, que haviam entrado com uma ação na corte em nome de um casal de árabes impedido de comprar terras na comunidade judaica de Katzir, no norte de Israel, saudaram a decisão como um avanço na batalha dos árabes pela igualdade. Críticos disseram que a decisão poderia minar a segurança do país, e os legisladores ameaçaram contestar a decisão com novas leis. Cerca de 20% dos 6 milhões de israelenses são árabes. Com exceção de algumas cidades, árabes e judeus vivem em comunidades separadas. Muitas cidades árabes são superpovoadas e negligenciadas, em parte porque têm menos subsídios governamentais do que suas parceiras judaicas. A corte considera que a restrição das vendas de terra aos árabes não é compatível com a democracia. "O caráter do Estado judeu não permite que Israel discrimine seus cidadãos", afirmava a decisão, acrescentando que "Em Israel, judeus e não-judeus são cidadãos com direitos e responsabilidades iguais". Para advogados de direitos civis, a decisão torna ilegal a ação das autoridades de estabelecer comunidades apenas para judeus. Cerca de 100 comunidades que não têm uma justificação legítima para permanecerem totalmente judaicas serão afetadas pela decisão, disse Oren Yiftachel, um professor de geografia na Universidade Ben Gurion. As exceções claras são os kibutzim ou as fazendas comunitárias, afirmou o professor. A decisão põe fim a uma batalha de 5 anos travada pelos Kaadans, o casal árabe que tentou comprar um terreno em Katzir.





